segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ONDE TUDO COMEÇOU...

Encontrei este artigo na net e achei interessante compartilhar com os amigos. Para quem já conhece a história, uma lembrança, para aqueles que ainda não sabem, tenho certeza que vão gostar.

Quando o assunto é história, temos de obedecer a uma cronologia. E se existe uma cronologia na História do Automóvel, esta deve ter início em 1700 quando Nicholas Cugnot convenceu o Rei de França a financiar seu projeto de um veículo pesando quase 10 toneladas, para arrastar peças da artilharia de então.

O veículo se locomovia a 10 Km. por hora mas Nicholas, na sua viagem inaugural, descobriu que não pensara sobre como parar seu "monstrengo". Assim ocorreu o primeiro acidente automobilístico que se tem notícia já que o pesado Cugnot derrubou um muro. Por esse motivo, Nicholas foi afastado da corte e morreu na miséria porém, sua invenção estava atrelada à vida da França e do resto do mundo! ET. O veículo de Cugnot era movido por uma caldeira a vapor e está preservado até hoje.


Daquele primeiro "rascunho", muitos outros projetos se seguiram mas, em sua maioria, sem maiores expressões. Vento, pedais, vapor, tudo podia servir para desenvolver as máquinas de então mas o tempo ia passando e nada de mais concreto surgia. Já estamos no ano de 1883, na Alemanha.

O primeiro motor Daimler de 1883 
Gottlieb Daimler, filho de padeiros, está desenvolvendo seu motor a explosão, de altas rotações. Quase que simultaneamente, só que milhas de distância, em Mannheim, Karl Benz também trabalhava em algo muito parecido. Ambos tinham em comum o amor por máquinas e pequenas oficinas domésticas. Pois foi graças a estes dois alemães que em 1.886, o mundo mudaria para sempre. Daimler fundara sua empresa em um subúrbio de Stuttgart (a Daimler Motoren Geselschaft) onde contava com um verdadeiro gênio a quem a história foi injusta - Wilhelm Maybach, seu engenheiro chefe. 




A única forma de convencer o público em geral do nível prático deste automóvel, foi provando-o na realidade.
Em Agosto de 1888, nas primeiras horas da manhã, e sem o conhecimento de Karl, Bertha Benz fez uma viagem de Mannheim para Pforzheim, com os seus filhos Eugen (15 anos), Richard (14 anos), no veículo com três rodas pertencente a Karl.

Felizmente, este trio chegou em segurança ao seu destino. Enviaram um telegrama a Karl, dizendo que tinham concluído com êxito a primeira jornada de automóvel de longa distância. Esta notícia rapidamente se espalhou. Era impensável que dois rapazes e uma mulher viajassem num carro sibilante e sem cavalos. Só podia ser obra do diabo. No entanto, Bertha Benz tinha conseguido fazer aquilo que tinha em mente. Os críticos foram, pelo menos, conquistados pela fiabilidade do Benz Patent Motor Car. Sem a coragem e o empenho de Bertha Benz, a estrada para o sucesso automóvel teria sido significativamente mais rochosa.


Já no início do século XX, Daimler e Benz eram concorrentes cada qual com seu próprio produto. O símbolo escolhido por Carl era uma coroa de louros, marca da vitória. Já o de Daimler era uma estrela de três pontas uma vez que ele pretendia produzir motores para terra, ar e mar.
Os dois nunca trabalharam juntos já que Daimler faleceria anos antes da fusão (que garantiria a sobrevivência das duas empresas) ocorrida em 1926. Também não veria o nome que a filha de um de seus representantes, Emile Jellineck, emprestaria a seu produto - Mercedes.

O primeiro motor Benz de 1886 
Quando a fusão ocorreu, os símbolos de ambas as empresas - estrela de três pontas e coroa de louros - seriam unidos para sempre. Nas fábricas de Daimler e de Benz, passaram nomes que se tornariam ícones da indústria de automóveis. Alguns deles: Whilhelm Maybach, August Horch e Ferdinand Porsche. Para quem não sabe, Horch fundaria a AUTO UNION que depois se transformaria na AUDI. Ferdinand Porsche seria colaborador do nazismo ao projetar o motor do "carro do povo" - o VOLKSWAGEN. A marca PORSCHE surgiria pelas mãos de seu filho, Ferry Porsche. Já Maybach se uniria a um conde da época para projetar motores de dirigíveis.

Daimler + Benz = Mercedes-Benz 
Pensou em Zeppelin? Acertou! Carl Benz morreu em 1929, três anos após a fusão de sua empresa com a Daimler e vinte e nove anos após surgir, também na Daimler, o primeiro carro que levaria um nome que mudaria não só o rumo da história como também estaria associado à sua própria marca - MERCEDES BENZ.

Gotheb Daimler e Karl Benz 



Fonte:


autoracing.cidadeinternet.com.br




segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Galaxie Landau - um carro referência em luxo e conforto




Aqui no Brasil, a Ford se instalou em maio de 1919 . Ela montava automóveis Modelo T e caminhões TT, utilizando peças da matriz americana.
Durante 10 anos fabricou apenas caminhões, isso devido a uma resolução do GEIA,  em que definia que a Ford e a GM só produziriam caminhões.
Após esses anos ela finalmente começou a produção de carros de passageiros.



O carro escolhido para ser produzido aqui, foi um modelo nada econômico e sim luxuoso e caro.
Tratava-se do Galáxie 500. O modelo foi exposto AP público no 5° Salão do Automóvel em novembro de 1966, em São Paulo.


Stand da Ford
Em fevereiro de 1967 foi produzida a 1° unidade. Suas linhas eram bem parecidas com o modelo americano. Tinha 5,3 m de comprimento por 2m de largura, bem avantajado!
O espaço interno contava com dois bancos inteiriços que acomodavam confortavelmente até seis pessoas.
Porta-malas espaçoso, além de abrigar um enorme estepe em posição horizontal ainda tinha espaço suficiente para bagagem.

Galaxie 500
Chassi de longarinas, deformação programada na dianteira e traseira (fator de segurança), suspensões com molas helicoidais bem macias(o que promovia conforto) e freios a tambor nas quatro rodas.
O motor apesar de robusto, V8 do F100 de 272 pol³ de cilindrada , 164cv e 33,4m kgf, não era o ideal, pois o peso do Galaxie, 1.780kg, deixava a aceleração lenta, de 0 a 100km em 15s, com velocidade máxima de 150hm/h.

Em 1969, foi oferecida uma nova versão, a LTD.
Seu interior veio com tapetes espessos, as portas e o painel eram revestidos com jacarandá da Bahia, retrovisor externo com ajuste pela parte interna em um botão no painel, lampejador de farol alto, espelho de cortesia no pára-sol direito e braço central no banco traseiro.
Tentando melhorar o seu desempenho, foi colocado um motor de 292 pol³, 190 cv e torque de 37m.kgf. Direção automática de três marchas Cruise-o-Matic, primeira vez na produção nacional. Ar condicionado com evaporador, comandos e difusores de ar sob o painel. A direção assistida era leve, podendo o volante ser movido com um só dedo.



Em 1970, chegou o Galaxie 500, câmbio manual e o mesmo motor 292. Atingia 160km reais de velocidade máxima, sua aceleração ia de 0 a 100km/h em 13 s.
Nesse mesmo ano foi lançado também o Galaxie básico, um modelo mais simples e mais acessível. Era concorrente do novo Dodge Dart e do Opala 3800.

Galaxie Standard


Em 1971, a Ford lança um carro de requinte, o sofisticado Landau.



Ele vinha com um vidro traseiro reduzido, com a finalidade de tornar o interior mais privado e aconchegante, os bancos com revestimento em couro ou cetim, dois alto-falantes, câmbio manual ou automático,calotas raiadas, revestimento da capota em vinil corrugado por fora e de material aveludado por dentro.
Em 1973 algumas alterações: estilo na grade, lanternas e pára-lamas traseiros, o que proporcionou um ar mais atual.
Nesse mesmo ano encerrou-se a versão básica.
Com a alta da gasolina o comercio de carros que consumiam muito, fica estagnado. Só em 1976 a Ford volta a efetuar significativas modificações desde o seu lançamento.



Os quatro faróis vinham em linha horizontal, com as luzes de direção nas extremidades onde antes eles ficavam, e podiam usar lâmpadas halógenas. A grade era menor, com barras verticais, embora o Galaxie 500 continuasse com frisos horizontais, e o pára-choque dianteiro trazia a placa no lado esquerdo. Na traseira as lanternas vinham em conjuntos de três retângulos, com as luzes de ré ainda no pára-choque, e todas as seis eram acesas, conferindo ar imponente à noite. As calotas de desenho liso traziam no centro o mesmo símbolo da "mira" fincada no capô: o emblema da Lincoln americana, só que posicionado na horizontal.

A versão de topo era chamada apenas Landau. O motor, importado do Canadá e o mesmo do Maverick de geração mais nova, representava novo aumento de cilindrada, para 302 pol3 (4.949 cm3), passando a 199 cv e 39,8 m.kgf e melhorando sobretudo o desempenho em baixa rotação. Com câmbio manual chegava a 160 km/h e acelerava de 0 a 100 em 13 s; com transmissão automática, 150 km/h e 15 s. Pneus radiais 215/70-15 e rodas mais largas, opcionais, traziam maior segurança, assim como o duplo circuito de freios.



Em 1978 ganhava um volante de quatro raios, mais agradável ao toque, e o Landau vinha em cor única prata Continental metálico, com teto de vinil no mesmo tom. No ano seguinte a ignição eletrônica substituía o velho condensador e platinado, aprimorando o funcionamento do motor e reduzindo um pouco o consumo. O ar-condicionado passava a ser integrado ao painel e o Galaxie 500 era eliminado, restando as versões LTD e Landau, este apenas com câmbio automático.

Para 1980 o motor 302 era oferecido a álcool, opção comemorada por muitos, por representar economia palpável ao abastecer o enorme tanque de 107 litros.
O chamado azul Clássico, muito elegante, era agora a principal cor do Landau.


A fechadura do porta-malas ganhava comando elétrico, a suspensão traseira recebia um estabilizador e os cintos dianteiros passavam ao tipo retrátil de dois pontos, embutido nas colunas centrais. Nos pára-lamas traseiros surgiam pequenas lanternas laterais.
Em 1982 as luzes de ré eram incorporadas às lanternas e encerrava-se a produção do LTD. Em 2 de abril de 1983 chegava ao fim também o Landau, depois de 77.850 unidades produzidas entre todas as versões.


Fonte:

Wikipedia
Revista Quatro Rodas
Best Cars UOL