sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ferro velho de raridades

No Uruguai é possível ver carros antigos de diferentes marcas rodando nas ruas da cidade. Alguns em bom estado de conservação outros precisando urgentemente de um "dono".
Lá é comum encontrar ferro velhos com os mais diversos modelos dessas raridades.
Em visita a cidade no mes de fevereiro desse ano, o sr. Sebastião Vieira, amigo de meu marido, Clelson, registrou um desses ferro velhos e gentilmente cedeu as fotos para a apreciação de todos os amigos e visitantes do blog; a ele os meus agradecimentos.



































quarta-feira, 27 de abril de 2011

VW38 .... alguma dúvida???



Assisti várias vezes o vídeo do youtube no qual mostra o achado do que se nomeou VW38 e fiquei com muitas dúvidas, estava muito alterado, faróis, motor na dianteira, vidro traseiro e etc. Resolvi então tentar esclarecer essas dúvidas com o expert em fusca o Sr. Alexander Gromow. Através de uma rede social fiz contato com ele e fui gentilmente atendida. Fiquei muito feliz e com a sua permissão segue abaixo a minha dúvida e o esclarecimento feito por ele.





Quero deixar registrado aqui os meus agradecimentos ao Sr. Alexander Gromow pela atenção e simpatia com que me atendeu.




Clara Marques:

  - Boa tarde, pesquisando a respeito de fuscas na internet, encontrei no the samba, um forum onde era comentado a descoberta de um VW38 na Lituania e o vídeo correspondente a esse achado. Assisti ao vídeo e fiquei bem confusa, pois as características físicas são muito diferentes, inclusive o motor é na frente e na tampa tem as letars DKW. Bem disseram que foi modificado pelo antigo dono, mas mesmo assim, achei as modificações bem exageradas. Peço, se for possível, a sua avaliação.
Grande abraço





Alexander Gromow :

Clara,
O carro foi um VW38 quando saiu da fábrica ainda como protótipo, o que levou os experts a aceitarem o carro como sendo um 38 foi a tampa do capô com o característico porta-placas de época. No mais trata-se de um carro que estava na Alemanha Oriental, onde havia uma falta constante de veículos de passageiros. Para se ter um Trabant era necessário esperar até 5 anos! O povo pegava o que tinha e modificava e fazia andar, algo parecido com o que ainda ocorre em Cuba (também um regime comunista) com aqueles carros americanos das décadas de 50 e 60 que andam até hoje graças à inventividade dos mecânicos cubanos.
No caso deste Fusca o camarada pegou um chassi de um carro (com motor dianteiro, refrigerado a água e diferencial traseiro - que não acho que era um DKW, só se foi um da década de 1920 ainda com tração traseira) e adaptou a carroceria do Fusca em cima. Ficou uma coisa horrível, mas deve ter andado assim por muitos anos. Lembro que não existiram Fuscas na Alemanha Oriental, pois era um carro muito caro para o padrão dos alemães comunistas da época.
Um grupo de pessoas, formado por abnegados de toda a Europa e até da Oceania e da América do Norte, puseram a mão na massa e reformaram a carcaça do Fusca 30, recompondo as partes que haviam sido modificadas. Depois adaptaram esta carroceria sobre um chassi de época e refizeram o tal VW38, que na verdade é algo meio forçado, pois do VW 38 tinha sobrado pouca coisa, mas para este pessoal a experiência valeu.
O resultado foi muito bom e o carro ficou como novo!
Há um pessoal especializado em arqueologia VW que descobre estes veículos e os reforma...
Há notícias de uma nova descoberta, desta vez num dos países bálticos!
Atendi à sua dúvida?
Um abraço
Alexander





Clara Marques :
Muitíssimo obrigada, a dúvida foi completamente esclarecida.
Grande abraço
Clara



 Até a próxima.

domingo, 24 de abril de 2011

VW38 - Ocupando um lugar de destaque no museu de Hamburgo

Finalmente mais uma obra prima restaurada e colocada em um lugar de destaque, abaixo estão as fotos e alguns vídeos do VW38, LINDO!!!
Os vídeos que encontrei no youtube são realmente preciosidades, vale a pena conferir, tenho certeza que mesmo os que não são apaixonados por fusca vão ficar deslumbrados!!!!
Para quem não viu a matéria anterior é só clicar no link abaixo:
http://bate-papodocarroantigo.blogspot.com/2011/04/kdf-wagenvw38-o-fusca-mais-antigo-do.html
















quinta-feira, 21 de abril de 2011

KDF-Wagen/VW38 - O Fusca mais antigo do mundo

Revirando a net atrás de assuntos interessantes sobre carros antigos, encontrei essa matéria no site Falcão Fuscas, para os amantes e para os que apreciam o Fusca vale a pena conferir .


Talvez tenhamos chegado ao ponto mais alto da árvore genealógica dos VWs com essa descoberta!

Encontrado bastante descaracterizado ste KDF-Wagen fabricado pela Porsche para os nazistas está sendo restaurado na Alemanha.

Quando este carro foi encontrado no ano passado, na Lituânia. estava em muito mau estado. A tampa da frente havia sido cortada para dar espaço a uma grade de radiador. O carro teve implantado um motor DKW, as janelinhas traseiras características faltavam e o carro tinha sido pintado de vermelho.
O VW 38 apresentou pela 1a vez a forma original do Fusca e a dupla de vigias traseiros.
Quando este carro foi encontrado no ano passado, na Lituânia. estava em muito mau estado. A tampa da frente havia sido cortada para dar espaço a uma grade de radiador. O carro teve implantado um motor DKW, as split windows traseiras características faltavam e o carro tinha sido pintado de vermelho.
Este modelo, talvez o bisavô dos modelos que vimos por aí apresentou pela 1a vez a forma original do Fusca e a dupla de vigias traseiros.


Citando o usuário “Undis” do site TheSamba que afirma que trata-se de um exemplar original do VW38 (pré-produção):

“”E sobre os longos suportes que saem das dobradiças para uma barra na parte de baixo da tampa do motor. Isso pode ser visto em fotos do período da série VW38. Será que alguém acidentalmente fabricou esse tipo de coisa? O dono ainda diz que existe uma evidência de 24 entradas de ar na parte inferior da janela traseira (modelos mais atuais dos “splits”tem 21 entradas em cada lado).”

 
Fotos de época para referência:


“Considerando que os 3 carros modelo V303 presentes na fabrica no lançamento do modelo foram destruídos este só pode ser um exemplar do lote de automóveis produzidos na fase de pré-produção entre Maio e Outubro de 1938, o que faria deste um série VW38.”
O VW38 será apresentado pela primeira vez para o público no Museu de Hamburgo de protótipos, no final de abril de 2011


Fonte:  http://www.vwfusca.net/
matéria original : TheSamba:  http://www.thesamba.com/vw/forum/viewtopic.php?t=340552&postdays=0&postorder=asc&start=0

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Patriarca do Antigomobilismo

Og Pozzoli
O Patriarca do Antigomobilismo

Nascido em Itaboraí, no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1930, Og Pozzoli viveu parte de sua juventude em Natal, onde adquiriu o seu primeiro automóvel: um Opel P-4, 1937, tipo baratinha, do seu amigo natalense Fuad Aby Faraj, no ano de 1952.
Com este automóvel partiu de Natal, em janeiro de 1956, para São Paulo, levando 17 dias de viagem, a fim de vencer os 3.400 km de estrada. Maior do que a distância era o sonho de iniciar uma nova vida em São Paulo, onde, hoje, após mais de 50 anos de trabalho, é um empresário bem sucedido, no ramo de impermeabilizações.
Logo após a sua chegada a São Paulo, por motivos financeiros, teve que vender o velho Opel, apelidado carinhosamente de “Rochedo”, nome de uma marca de panelas existentes, àquela época, no Brasil.
 Após dois anos de trabalho, conseguiu comprar um Lincoln Continental V-12, 1948, carro de luxo, que, por já ter 10 anos de uso, não mais agradava aos ricos, e tinha consumo e manutenção alta, para os menos afortunados. Por essa razão era barato, possibilitando a todos a sua aquisição.
Em 1960, adquiriu um Fusca do ano! Eram os primeiros anos da indústria automobilística nacional. Passou a usar o Fusca nas atividades diárias. A sua grande paixão começava a aflorar, quando resolveu não se desfazer do velho Lincoln 48. No ano seguinte, comprou um Ford 1928, modelo A, com a intenção de apenas brincar o carnaval e depois vendê-lo.
Passou o carnaval de 1961 e resolveu não se desfazer do Fordinho. Ficou com ele, também, iniciando-se, assim, a coleção daquele que seria, no futuro, o maior colecionador de automóveis do Brasil.
Daí para frente, não parou mais a sua procura por veículos antigos, e a sua coleção foi crescendo.
O Lincoln Continental 48 foi o início de toda a sua coleção, e foi nele que, no ano de 1962, conheceu sua esposa Maria Lúcia. Hoje, com D. Maria Lúcia e seus quatro filhos, delicia-se participando das reuniões, encontros, passeios e exposições de veículos antigos, pelo Brasil afora, com a família toda reunida.

coleção Og Pozzoli
No ano de 1968, com um grupo de amigos antigomobilistas, que costumava se reunir, para a troca de opiniões, sobre assuntos diversos: Roberto Lee, Eduardo Matarazzo, Ângelo Matinelli Bononni, Wladimir Neves e outros, tiveram a idéia de fundar um clube de carros antigos (10 sócios). No meio do entusiasmado grupo de companheiros, o jornalista Maurício Memória, dos Diários Associados, comprometeu-se a divulgar a notícia, em todos os jornais da rede.
Após algumas reuniões, para a aprovação de Estatutos, que regulamentavam os direitos e as obrigações dos sócios, foi fundado oficialmente o Veteran Car Clube do Brasil, no Rio. Og Pozzoli foi o sócio nº 1, e Roberto Lee o sócio nº 2. No dia seguinte à fundação do Clube, saiu em todos os jornais dos Diários Associados a alvissareira notícia de que, no Rio de Janeiro, havia sido fundado um clube de colecionadores de automóveis antigos. Em São Paulo, um mês depois, surgiu o Veteran Car Clube do Brasil, com Roberto Lee como Presidente e Og Pozzoli como vice.
Meses depois surge, em Curitiba-PR, o CAAMP- Clube de Automóveis e Antiguidades Mecânicas do Paraná, no qual Og Pozzoli foi distinguido como sócio honorário. A partir daí, com a semente lançada, os clubes de carros antigos não pararam mais de surgir e crescer, em todo o País.

coleção Og Pozzoli
 Em 1975, com a morte do Presidente do Veteran Car Clube, Og Pozzoli assumiu a Presidência do Clube. No ano de 1976, foi organizado o primeiro Raid de carros antigos: São Paulo-Rio, para comemorar os 50 anos da posse do Presidente Washington Luís. A caravana composta de 40 veículos antigos em perfeito estado fez o percurso até o Salão Imperial do Automóvel Clube do Brasil, onde foram recebidos pelo General Santa Rosa e pelo Veteran Car do Rio.
A partir daí, da ocorrência dos encontros e da criação de vários clubes independentes de automóveis antigos, surgiu a ideia da criação da Federação Brasileira de Veículos Antigos – FBVA. Seu primeiro Presidente foi o jornalista Roberto Nasser, de Brasília; seguindo-se Francisco Azevedo do Paraná, Og Pozzoli de São Paulo, José Aurélio do Rio de Janeiro e Henrique Thielmann de Juiz de Fora. Com os automóveis antigos revive-se a história, a cultura e os hábitos das décadas passadas.
Um dos eventos que mais marcou a memória de Og Pozzoli foi o “Rally do Sol”, com destino à Natal, em 1990, sua Cidade do coração. Ele voltava à sua terra, 34 anos depois, com um Ford Cabriolet 1937, acompanhado de mais 56 automóveis antigos. Foi recebido, em Natal, com o carinho do povo Potiguar e do Governo do Estado. Era o retorno do filho pródigo, que trazia a semente do antigomobilismo para a nossa Cidade.
A coleção Og Pozzoli reúne, hoje, 174 automóveis, guardados em sua chácara, na Estrada do Embú, em São Paulo, com todo o zelo que merecem os carros antigos. Seus veículos, totalmente originais, parecem ter saído das linhas de montagem. Alguns deles são únicos no Mundo, outros são veículos que pertenceram a governadores, presidentes, industriais, e várias outras personalidades da história do Século XX.

Possui uma fantástica biblioteca, em outra ala, uma espécie de museu que abriga troféus, prêmios e antiguidades diversas.
Atualmente, Og Pozzoli é sócio honorário de vários clubes de carros antigos do Brasil, Cidadão Paulistano da Câmara Municipal de São Paulo e Cidadão Natalense da Câmara Municipal de Natal. Recentemente, foi visitado por uma comissão de integrantes do CCA-RN (Clube de Carros Antigos do RN), fundado em 2002, que voltaram encantados, não somente com os belos automóveis, mas com a calorosa recepção que lhes foi dispensada, em São Paulo.
Afinal, antigomobilismo é uma das formas de cultura de um povo.


(texto de:  Elísio Augusto de Medeiros e Silva)


Fonte:  Site noticiasdehontem.net