segunda-feira, 11 de junho de 2012

Buick LeSabre 1951 - carro conceito










Com o passar do tempo, a importância dos desenhistas, cresceu, mas talvez isso nunca tenha sido tão visível quanto na década de 50.
Um dos primeiros carros-conceito do pós-guerra foi o GM LeSabre de 1951. Projetado por Harley Earl, com carroceria de alumínio e magnésio, assentos com aquecedor, macaco hidráulico embutido e um sensor de umidade que elevava a capota assim que começasse a chover. Este carro-conceito está em exibição no Henry Ford Museum em Michigan.

Especificações:

These are standard specifications - not necessarily specifications for the vehicle(s) in the photo(s).

1951 Buick LeSabre Concept Specifications

Engine Location
Front
Drive Type
Rear Wheel
Body / Chassis
Aluminium
Production Years for Series
Body Designer
Weight
3800 lbs | 1723.651 kg

Engine Type : V8 3523 cc | 215.0 cu in. | 3.5 L.
335 BHP (246.56 KW) @ 5200 RPM
381 Ft-Lbs (517 NM) @ 3650 RPM
Bore : 3.3 in | 83 mm. 
Stroke : 3.3 in | 83 mm. 


Transmission:
4 Automatic Torque-converter 
Production Figures
Total Buick Production for 1951
404,695















                                 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

VISITA AO MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE ARARUAMA


AMIGOS, SEGUE ABAIXO UM CONVITE PARA UM PASSEIO QUE COM CERTEZA SERÁ MARAVILHOSO !!

NÃO PERCAM  !!!!!!!


O Nictheroy Clube de Veículos Antigos tem o prazer de convidar os amigos para uma visita ao Museu de Arqueologia de Araruama no próximo dia 24 de Junho. Vamos nos concentrar neste dia, no Sam`s Clube (Rodovia Niterói Manilha) a partir das 8:30 horas.
As 10:00 horas sairemos para Araruama pela Via Lagos com previsão de chegada as 12:00 horas no museu de Arqueologia que está localizado 5 KM após o pedágio.
Sairemos do Museu as 13:00 horas em direção ao restaurante Ilha do Lazer.
O Almoço tem custo de R$10,00  para Antigomobilistas e o pagamento será feito no próprio restaurante. Aqueles que desejarem permanecer  após o almoço, o local dispõe de pousada e as reservas poderão ser feitas pelo e-mail atendimento@ilhadolazer.com
 ou diretamente no local com o Sr. Renato.  
O restaurante dista 8 KM do Museu, em direção a Araruama.
É importante a sua inscrição para que possamos ter uma previsão de quantas pessoas irão ao almoço, por este motivo peço por gentileza que todos entrem em  www.nictheroyveiculosantigos.org.br , vejam detalhes do Restaurante e do Museu nos links disponibilizados e façam suas inscrições no próprio site.

Contamos com a presença de todos

A Diretoria

domingo, 8 de abril de 2012

KOMBI








A fábrica da Volkswagem alemã utilizava um utilitário chamado Plattnwagens, usado para o transporte de peças em seu interior.
A cabine ficava sobre o motor (de fusca) na parte traseira e uma plataforma à frente. ( A fábrica do Brasil tambem utilizou alguns desses veículos).



Ben Pon, um holandês proprietário de concessionária e o primeiro importador oficial Volkswagen para o seu país (agosto/1947), pensou a princípio em importar esses veículos, mas não conseguiu licença do departamento de transito para o uso em vias públicas. Decidiu então, criar com base nesse veículo um utilitário.
Em sua agenda fez os primeiros traços e apresentou sua idéia ao major Ivan Hirst, encarregado da produção da VW e ao engenheiro Alfred Halsner que adotaram e iniciaram o projeto.




Com o motor atrás, a carga entre os eixos e dois ocupantes à frente, o furgão suportaria carga de 800kg, utilizando o motor de 4 cilindros e 25cv, com velocidade máxima de 80km/h.
A princípio foi utilizado o chassi do sedan, porém problemas com a resistenciaa levou a VW a desenvolver um novo chassi que suportasse o peso previsto, foi utilizada uma estrutura monobloco. A suspensão dianteira seguia as linhas gerais do sedan. Projetada para que a altura de rodagem casasse com a da traseira, o barramento de direção era completamente diferente e bem melhor, com duas barras de direção de igual comprimento. A suspensão traseira era do tipo semi-eixo ocilante.

Os primeiros protótipos, tinham a frente retilínea, porém, nos testes do túnel de vento da Universidade Braunschweig, se mostrou ineficaz em termos de aerodinâmica, isso levou Ben Pon a propor formas curvas o que reduziria o atrito em 40%.




Em outubro de 1949 foi apresentado a imprensa e em março de 1950 os primeiros utilitários deixavam a linha de produção.
O sucesso foi tamanho que a produção de 60 veículos/dia não era o bastante para abastecer o mercado.

No Brasil 

Em junho de 1957 o primeiro veículo fabricado pela Volkswagen do Brasil deixava as linhas de produção em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. O percentual de nacionalização de nossa Kombi era de 50%. Já era conhecida do público, pois fora importada e logo depois montada desde o início da década de 1950 por um grupo industrial importante do país, a Brasmotor, representante Chrysler e dona da Brastemp.



Para nós, tinha estilo estranho, porta-malas pequeno, o motor traseiro refrigerado a ar era barulhento e não era um veículo estável. Mas podia carregar nove pessoas, seu vão livre era de 24 centímetros e, somado à tração traseira, fazia dela um bom veículo para trafegar em estradas barrentas ou arenosas. Removendo-se duas fileiras de bancos podia transportar muita carga. Sua capacidade liquida era de 810 kg, com 4,8 m3 de espaço útil. Um de seus fortes argumentos era que o carregamento poderia ser feito pela lateral direita.

Era fácil de manobrar, pois só era 21 centímetros maior que o Sedan. Agradou logo de início. Quase idêntica à versão alemã na parte externa, seu grupo propulsor tinha 1.192 cm3 e 30 cv líquidos (36 cv brutos) a 3.400 rpm, com taxa de compressão de 6,6:1 e velocidade máxima de 100 km/h. A caixa de quatro marchas não tinha a primeira sincronizada.



Em 1961 chegava o modelo de seis portas, em duas versões: Luxo e Standard. A caixa de câmbio já era toda sincronizada e a relação da caixa de redução passava a 1,26:1. O índice de nacionalização atingia 95%. Dois anos depois já possuía as versões Furgão, Standard, Especial e Turismo. Nos três últimos modelos havia variação no acabamento interno, com tecidos diferenciados, teto forrado, bancos com alças, etc. Por fora, pintura de dois tons, calotas, frisos, degraus para facilitar o acesso e opção de 15 janelas. Neste ano já haviam sido vendidas 14.430 Kombis.

Em 1967 chegava a Kombi Lotação, uma estranha versão de seis portas, duas para cada fileira de bancos.
No mesmo ano eram introduzidos a versão picape e um motor mais potente, para toda a linha, com 1.493 cm3 (83 x 69 mm) e 44 cv a 4.200 rpm, além de sistema elétrico de 12 volts. A nova carroceria possuía uma caçamba com 5 m2 de área, sendo que as três laterais se abriam, o que facilitava muito o carregamento. E ainda havia, abaixo, um compartimento como na alemã. A capacidade de carga, para o picape e o furgão, passava para 845 kg. Para o motorista havia banco individual e limpador de pára-brisa com duas velocidades.

Em 1970 a fábrica oferecia, como opcional, o diferencial travante. Por meio de uma alavanca na base do assento, o motorista podia anular a ação do diferencial. Tratava-se de uma caixa de satélites especial, com uma luva de engate destinada a eliminar o movimento relativo das duas planetárias. Além de possibilitar melhor tração em condições de piso muito escorregadio, como nos lamaçais, era útil nos casos de uma das rodas traseiras ficar no ar ao se tentar subir enviesado numa calçada, em que a suspensão distendia-se toda, muito comum em Kombi.

Não raro via-se um ajudante sobre o pára-choque traseiro para restabelecer o contato da roda com o chão e tirar o motorista da embaraçosa situação. Junto com o diferencial travante vinham pneus traseiros tipo Cidade e Campo, de sulcos mais pronunciados. Mas a opção só durou dois anos, devido à pouca procura.


A Kombi agradava o país de norte a sul e de leste a oeste. Marcava presença em ruas, estradas, lamaçais, florestas, no interior e nas grandes cidades. Esnobava robustez e não negava serviço por onde passava. Suas qualidades eram a simplicidade mecânica e a facilidade de manutenção, conhecida de todos os mecânicos e garantida por uma enorme rede de concessionárias (mais de 850).



A maior evolução  

Em 1975 acontecia o grande ano da Kombi. O modelo 1976 ganhava nova frente e tornava-se quase idêntico à alemã modelo Clipper, com amplo pára-brisa sem divisões. Neles, os novos limpadores tinham boa área de varredura. As portas dianteiras estavam maiores, facilitando o acesso, e tinham janelas convencionais, além de retrovisores de maior tamanho. Mas o restante da carroceria era igual à anterior, sem a esperada evolução das portas corrediças.

Apresentava um motor mais potente, com 1.584 cm3 (85,5 x 69 mm) e 52 cv a 4.200 rpm. O torque chegava a 11,2 m.kgf a 2.600 rpm, providência importante para um veículo que alcançava duas toneladas com carga máxima. Os freios, ainda a tambor nas quatro rodas, ganhavam servo-freio (o que dava falsa sensação de potência freante) e válvula reguladora de pressão nas rodas traseiras.

A suspensão dianteira era reforçada com barras de torção com feixes e estabilizador. Atrás, barras de torção cilíndricas e juntas universais de dupla articulação marcavam o fim da funesta suspensão por semi-eixo oscilante. Em seu lugar, um braço semi-arrastado por lado mantinha as rodas traseiras praticamente verticais com qualquer carga a bordo, melhorando em muito a estabilidade. Curiosamente, a Volkswagen não fez alarde do fato -- talvez por ter mantido o semi-eixo oscilante no Fusca até o último sair de linha, no final de 1996.


Em 1978 recebia novos reforços estruturais e, para a transmissão, juntas homocinéticas. Com a dupla carburação o motor ganhava mais vida. Três anos depois era lançado o motor a diesel para o picape, com cabine simples ou dupla (este com terceira porta no lado direito), e o furgão. Tratava-se de um motor de 1.588 cm3 (76,5 x 86,4 mm, mesmo diâmetro do Passat 1,5 e curso do que viria a ser o motor AP-1800 em 1984), com potência de 50 cv a 4.500 rpm e torque máximo de 9,5 m.kgf.



Era econômica: na cidade, sem carga, fazia 14 km/l e na estrada até 16,5 km/l. A velocidade máxima era de 116 km/h, maior que a da versão a gasolina (114 km/h). O motor, o mesmo do Passat para exportação, era bom. Mas na Kombi... Houve muitos problemas, principalmente na filtragem do ar (embora a fábrica tenha trocado o filtro por um de maior capacidade após algum tempo) e de refrigeração, apesar do radiador nada discreto na dianteira que a deixava mais longa, com 4,43 metros de comprimento.

Em 1982 chegava a versão a álcool, com 8 cv a mais que o motor a gasolina. No ano seguinte, as maiores novidades estavam nos freios dianteiros, enfim a disco, e na cabine: ganhava novo painel, volante mais baixo, encostos de cabeça no banco dianteiro e a alavanca do freio de estacionamento não estava mais no assoalho -- agora vinha debaixo do painel em forma de maçaneta. O motivo foi o cinto de segurança diagonal fixo não permitir movimentar o corpo para a frente... Em 1986 as versões a diesel deixavam de ser fabricadas, em uma saída discreta do mercado.

A Kombi brasileira foi exportada para a Argentina e a Nigéria, na África, na década de 80. Nos últimos anos 90 chegou ao mercado mexicano com motor AP-1800, refrigerado a água, nas versões Furgão e Standard.

Só em 1997 a Kombi recebia boas novidades: teto elevado em 110 mm, ampla porta lateral corrediça, janelas laterais também corrediças e maiores (na lateral direita eram fixas) e, como no modelo alemão, a entrada de ar para a refrigeração do motor traseiro atrás das janelas traseiras. Atrás, tanto a porta que dá acesso ao motor quanto a do porta-malas estavam maiores, mas o motor ficava mais "fundo" em seu compartimento devido à traseira alongada.

De resto, retrovisores externos maiores e pára-choques na cor do veículo melhoravam a visibilidade e a aparência. Por dentro não havia mais a divisão estrutural entre bancos dianteiros e a parte de trás. Por este motivo, o estepe ia para o lado esquerdo do compartimento de bagagem.

A versão Carat (quilate em francês e inglês), mais luxuosa, tinha carpete no assoalho, revestimento das portas em vinil, apoios de cabeça individuais para todos os ocupantes e bancos dianteiros separados. O volante de dois raios agora era espumado e, para completar o "requinte", vidros verdes e pára-brisa degradê.

O motor de 1.584 cm3 recebia injeção eletrônica multiponto e catalisador para atender a novas normas de emissões poluentes. Foi o único VW "a ar" com injeção no Brasil, embora lá fora tenham existido a série 411-E e o Sedan mexicano. Os pneus radiais na medida 185 R 14 melhoravam um pouco a estabilidade. Apesar das melhorias, continuou sendo comprada mesmo pela robustez e manutenção simples e barata. O que viesse a mais era lucro.











 Fonte:

Site Best Cars