quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A história de um ícone da indústria automotiva no Brasil



Vamos falar de um representante da indústria norte americana, que foi produzido em quatro países: Estados Unidos, México, Canadá e Brasil;  o MAVERICK.                                                                                                              


O povo americano sempre admirou carros grandes, mas em meados dos anos 60, os norte-americanos se rendiam à versatilidade de pequenos carros europeus que começavam a invadir a América do Norte.
Com isso a Ford Motors Company, começou a idealizar  um veículo que fosse compacto, prático e barato para fazer frente aos “invasores” e trazer de volta o mercado interno de automóveis.
Tomou como base para esse novo projeto, quatro carros da empresa: o Thunderbird, o Falcon, o Fairlane e o Mustang.
No início de 1966 começaram a serem feitos os primeiros rascunhos e em julho de 1967 foi aprovado o projeto. 
Em 1968 foram escolhidos o nome e o logotipo. O nome foi em homenagem a Samuel Augustus Maverick, herói da guerra da independência, nascido no Texas. E o logotipo, apenas nos produzidos fora do Brasil, que tinha um chifre de boi anexado ao nome Maverick, foi devido ao Texas ser um estado com forte apelo na agricultura e pecuária, e que representava bem o espírito "cowboy", demonstrando força, simplicidade e robustez. No Brasil, o símbolo do chifre foi retirado devido a relação que os brasileiros fazem com a traição.



No dia 17 de abril de 1969, o Maverick foi lançado oficialmente no Salão do Automóvel de Nova York.
A campanha de lançamento foi no estilo "coutry", evocando o nacionalismo norte-americano, com o slogan  "O fim da intriga internacional" , "Anunciando o primeiro carro dos anos 70 com preços de 1969".
A proposta da Ford foi colocar um fim na invasão de carros compactos europeus e oferecer um produto novo, barato e com muito apelo nacionalista.






Foi produzido inicialmente na fábrica de Kansas City.  Utilizou-se a plataforma do Falcon e as características do Mustang. Uniu-se dessa forma duas bem sucedidas estratégias: durabilidade e beleza.

A produção nos Estados Unidos e Canadá foi de 1969 ate 1977, no México durou de 1971 até 1977 (sendo que alguns poucos modelos saíram como 1978) e no Brasil a produção teve início em 1973 e terminou em 1979.






O Maverick no Brasil

O primeiro Maverick nacional de produção deixou a linha de montagem em 4 de junho de 1973. O público já começava a interessar-se pelo modelo desde o Salão do Automóvel de São Paulo de 1972, quando o carro foi apresentado. O que seguiu foi uma das maiores campanhas de marketing da indústria automobilística nacional, contando inclusive com filmagens nos Andes e na Bolívia.
A apresentação oficial à imprensa ocorreu no dia 20 de junho de 1973, no Rio de Janeiro. Como parte da campanha de publicidade do novo carro, o primeiro exemplar foi sorteado. No Autódromo Internacional do Rio de Janeiro, em Jacarepaguá, foi realizado um test-drive, onde os jornalistas convidados puderam dirigir nove Mavericks, seis deles com motor de 6 cilindros e três com o V8 302, importado.




O carro apresentava inicialmente três versões: Super (modelo standard), Super Luxo (SL) e o GT . 
 Super e Super Luxo apresentavam-se tanto na opção sedã (quatro portas - lançado alguns meses após o lançamento do Maverick) como cupê (duas portas), sendo sua motorização seis cilindros em linha ou, opcionalmente, V8, todos com opção de câmbio manual de quatro marchas no assoalho ou automático de três marchas na coluna de direção.


Super(standard)
Super Luxo
Super Luxo
  Maverick GT era o top de linha. Com produção limitada, ele se destacava externamente pelas faixas laterais adesivas na cor preta, capô e painel traseiro com grafismos pintados em preto fosco, rodas mais largas, um par de presilhas em alumínio no capô e, internamente, um conta-giros sobreposto à coluna de direção do volante. O Maverick GT vinha equipado com motor de 8 cilindros em V de 302 polegadas cúbicas, potência de 178 hp (potência bruta, 135 hp líquido), e 4.950 cm3 de cilindrada oferecido somente com câmbio manual de quatro marchas com acionamento no assoalho. O Maverick equipado com motor V8 podia acelerar de 0 a 100 km/h em pouco mais de dez segundos.




Porém, após sucessivos testes realizados por revistas especializadas, os defeitos do novo carro da Ford foram se evidenciando. As revistas criticavam a falta de espaço traseiro nos bancos, bem como a má visibilidade traseira, devido ao formato Fastback do carro. A versão de quatro portas não tinha nenhum desses dois problemas, mas o público brasileiro, à época, tinha preferência por carros de duas portas e o modelo com quatro portas não foi bem aceito. Mas a principal fonte de críticas do Maverick no Brasil foi o motor de seis cilindros herdado do Willys / Itamaraty. Pouco potente, ele acelerava de 0 a 100 km/h em mais de 20 segundos e seu consumo era injustificavelmente elevado, o que deu ao Maverick a fama de 'beberrão' que muito pesou nos anos da crise do petróleo. Era um motor que "andava como um quatro cilindros e bebia como um oito",como afirmava a opinião pública na época. Na verdade esse motor, em algumas faixas de velocidade, consumia até mais do que o motor de oito cilindros.


4 cilindros

8 cilindros

6 cilindros

Em 1975, com a conclusão da fábrica de motores da Ford em Taubaté, São Paulo, ele foi abandonado e substituído por um moderno motor de 2,3 litros e quatro cilindros em linha, com comando de válvulas no cabeçote e correia dentada. Era o famoso propulsor Georgia 2.3 OHC. Esse motor, que deu ao veículo um desempenho mais satisfatório, tinha uma aceleração melhor do que o antigo 6 cilindros (0 - 100 Km/h em pouco mais de 16 segundos) e um consumo bem menos elevado (média de 7,5 km por litro de gasolina). Infelizmente o motor 4 cilindros, injustamente, herdou parte da má fama do seis cilindros, pois muitos se perguntavam: se o motor de seis cilindros é tão fraco como pode a Ford oferecer um motor ainda menor? As críticas, ainda que infundadas se tratando do novo motor, e somadas ao fato de o modelo 4 cilindros ter potência alegada de 99 cv brutos,(80 cv líquidos) devido a uma estratégia da Ford para pagar menos taxas na fabricação (para o 6 cilindros a Ford declarava 112 cv brutos), contribuiu para o rápido declínio do Ford Maverick.
Ainda no ano de 1975, com o objetivo de homologar o Kit Quadrijet para as pistas na extinta Divisão I , a Ford lançou no Brasil o famoso Maverick Quadrijet. Verdadeira lenda entre os antigomobilistas e amantes de velocidade, o Maverick Quadrijet era um Maverick 8cc cujo motor era equipado com um Carburador de corpo Quádruplo (daí o nome "Quadrijet"), coletor de admissão apropriado, comando de válvulas de 282º (mais brabo) e Taxa de Compressão do motor elevada para 8:5:1 (a dos motores normais era de 7:3:1), aumentando a potência do carro de 135 cv para 185 cv (potência líquida) a 5.600 RPM. Com essas modificações, de acordo com o teste realizado pela Revista Auto Esporte de setembro de 1974, o Ford Maverick acelerou de 0 a 100 km/H em incríveis 6,5 segundos e atingiu a Velicidade Máxima de 205 km/h. Mas devido ao alto custo, na época, das peças de preparação importadas que compunham o Kit Quadrijet (que também podia ser comprado nas revendedoras autorizadas Ford e instalado no motor), pouquíssimos Mavericks saíram de fábrica com essa especificação.



No final de 1976, já como modelo 77, foi apresentada a denominada Fase 2 do Maverick. Além de algumas alterações estéticas, como um novo interior, grade dianteira e novas lanternas traseiras, maiores, também trazia algumas melhorias mecânicas como sistema de freios mais eficiente, eixo traseiro com bitola mais larga (melhorando o espaço no banco traseiro, que também foi redesenhado) e suspensão revista para o uso de pneus radiais.



Nesta fase foi introduzida a versão LDO ("luxuosa decoração opcional"), que passou a ser a versão mais cara do Maverick, com acabamento mais refinado e interior monocromático combinando tonalidades de marrom (a maioria) ou azul. Para essa versão foi lançado, como equipamento opcional, um câmbio automático de 4 marchas com acionamento no assoalho, somente para os Mavericks LDO's equipados com o motor 2,3 litros. As versões Super e Super Luxo continuaram a ser produzidas, todas com o motor 2.3 OHC de série.


símbolo LDO
Maverick LDO
interior

volante LDO

O modelo GT foi o modelo que sofreu as alterações mais drásticas. Em nome de uma maior economia, com a desaprovação de muitos, passou a ser oferecido com o motor 2.3 OHC de série, tendo o 302-V8 se tornado opcional para todos os modelos. Houve mudanças também nas faixas laterais, no grafismo traseiro e o capô ganhou duas falsas entradas de ar.
O Ford Maverick nacional teve sua produção encerrada em 1979, após 108.106 unidades produzidas.
Durante as décadas de 80 e 90, com a inflação e a alta constante dos preços de combustível, o Ford Maverick foi relegado ao posto de carro ultrapassado, obsoleto e beberrão e, durante esse período, a grande maioria deles foi parar nos subúrbios das grandes cidades ou nos ferros-velhos. Mas essa triste realidade começou a mudar no início do século XXI. Atualmente, em uma época onde reinam os pequenos e frágeis carros feitos quase inteiramente de plástico e chapas de aço finíssimas, o Maverick chama a atenção por onde passa, sendo considerado um dos poucos verdadeiros Muscle Car brasileiros (apesar de ter nascido como um Pony Car).
O Maverick com motor V8 é na atualidade um objeto de desejo dos admiradores de carros antigos nacionais. Um modelo GT ou LDO (este raríssimo com motor V8) bem conservado e com as características originais é item de coleção.
O Maverick com motor 4 cilindros atualmente é o mais comum dentre os apreciadores, devido ao maior número produzido (com relação ao modelo V8),e seu baixo custo, apesar da dificuldade de reposição de peças, sua durabilidade e as grandes possibilidades de preparação ainda o tornam um item de desejo.

O sucesso nas pistas





Os Maverick equipados com o potente motor V8 fizeram algum sucesso nas pistas brasileiras, de 1973 a 1977 das quais participou, como o Campeonato Brasileiro de Turismo, provas de Endurance e a antiga Divisão 3.
Devido à grande capacidade cúbica do motor 302 V8, alguns Maverick 8 cilindros receberam extensas modificações, como por exemplo o modelo construído pela Ford especialmente para a Divisão 3, por intermédio do preparador Luiz Antonio Greco. O motor recebeu, entre outros itens, cabeçotes de alumínio Gurney-Weslake, iguais aos usados no lendário Ford GT-40, comando de válvulas especial e 4 carburadores de corpo duplo Weber 48 IDA. Segundo relatos, com esta modificação o motor atingiu a potência de 350cv líquidos, cerca de 3 vezes a potência original.
Divisão 1

Divisão 3


Grandes pilotos tiveram o Maverick sob seu comando nas competições, entre eles José Carlos Pace, Bob Sharp, Edgar Mello Filho e Paulo Gomes, o "Paulão" e o argentino Luís Ruben Di Palma.
A partir dos anos 90, devido à maior facilidade de importação no Brasil, muitos proprietários equiparam seus Maverick com peças para alta performance de origem norte-americana, o que fez o carro ser largamente usado em provas de arrancada que se multiplicaram no país.







Fontes de pesquisa:

MAVERICK
Autor: Paul William Gregson
Editora: Alaúde












sábado, 30 de julho de 2011

RODAS



Recentemente meu marido estava as voltas, pesquisando sobre as rodas do seu Maverick. Isso me chamou a atenção e resolvi fazer uma pesquisa e publicar a primeira matéria técnica, creio que vai ser bastante útil e interessante. Conhecimento nunca é demais!!


Rodas

PCD
O PCD de uma roda é a distância entre os furos de fixação e a quantidade de furos que a roda possui. Essa distância entre os furos é um círculo imaginário que passa pelo centro de cada furo. A representação do PCD é feita da seguinte forma:


Precisão de furação: a fixação de uma roda, somente estará correta, se a distância entre os furos de fixação do veículo e da roda forem iguais. Para determinarmos a distância entre os furos procedemos da seguinte forma:

4 furos / 6 furos / 8 furos: Apoiamos uma escala com a marca “0” (zero) na extremidade interna de um furo. O valor encontrado na extremidade externa do outro furo determina o diâmetro do PCD da roda. Vide Ilustração abaixo.


5 furos: Com uma escala determinamos o diâmetro do furo central. Anotamos o valor encontrado, em seguida determinamos a distância entre a borda do furo central e o furo de fixação e anotamos a medida encontrada. Por último medimos o diâmetro do furo de fixação. Anotamos a última medida e utilizamos a seguinte fórmula:

PCD = Ø furo central(A) + Ø furo fixação(B) + 2X Distância entre o furo central e o furo de fixação(C).


BACKSPACE
O Back Space é a medida entre o assentamento da roda e a sua borda traseira. Esta medida, indica se existe espaço livre entre a roda e os componentes internos da suspensão. Para determinarmos o Back Space, fazemos o seguinte: Apoiamos uma régua na superfície da aba traseira da roda. Introduzimos uma escala no interior da roda, apoiando-a na superfície de assentamento da roda. O ponto de intersecção interno das duas réguas, determina o Back Space.

Ex : 126mm


fig. 03




OFFSET / ET
É a distância entre a superfície de assentamento da roda e o meio da tala.
O off-set positivo significa que a superfície de assentamento está mais próxima a borda dianteira do que da borda traseira, logo a sua borda dianteira tende a ficar mais para o lado interno do paralama. Esse tipo de off-set é normalmente utilizado em veículos de passeio e pick-ups leves que derivam desses veículos.


O off-set negativo significa que a superfície de assentamento está mais próxima a borda traseira, logo a borda dianteira tende a ficar mais para fora do paralama. Esse tipo de off-set é normalmente utilizado em pick-ups de porte maior, tais como, F1000, D20, Silverado, F250.

Todas as rodas têm um off-set, mesmo que seja igual a zero.

A instalação de uma roda com o off-set adequado é muito importante, ele mantém a boa dirigibilidade do veículo, evita desgaste prematuro dos pneus e dos componentes da suspensão.

fig 04


Como Determinar o Off-set de uma Roda

  • O primeiro passo para obtermos o off-set da roda é calcularmos o backspace (vide item 03 / figura 03);
  • Em seguida medimos a dimensão da tala (A) até (B), (Conforme fig. 05), dividimos o valor encontrado por 2 para obtermos o centro da tala (90mm);
  • Após termos os dois valores fazemos a subtração do centro da tala do valor encontrado no backspace.
  • Temos então:

fig. 05





Parafusos e Porcas
Os dois tipos básicos de parafusos e porcas são:

Cônico: Esse tipo de parafuso ou porca apresenta o assentamento similar a um funil.
Esférico: Esse tipo de parafuso ou porca apresenta o assentamento similar a uma circunferência.

cônico(esq.)  esférico(dir.)  
fig. 06


Aperte todos os parafusos de acordo com as instruções do manual do proprietário do veículo, ou utilize as seguintes especificações de torque:

Diâmetro
Kg/mts
ft/lbs
7/16”
7,6 à 8,9
55 – 65
1/2"
10,3 à 11,75
75 – 85
9/16”
12,45 à 15,91
90 – 115
12mm
9,68 à 11,06
70 – 80


                                              tabela 01

Atenção:

Não utilizar graxa ou lubrificante nas porcas e parafusos, o uso pode fazer com que elas se soltem com a vibração do veículo.
Nunca utilizar parafuso ou porca com assentamento cônico no furo com assentamento esférico, ou vice versa, os dois não são compatíveis, sendo que uma eventual inversão impossibilitará o balanceamento correto do conjunto Roda Pneu, podendo inclusive acarretar em perda de torque, e causar grave acidente.
Verificar os parafusos e porcas após 40 Km de rodagem, aperte-os novamente se necessário, conforme especificado.

Montagem da Roda
Antes de montar a roda, alguns itens devem ser verificados, siga as instruções abaixo para uma montagem correta:

Verifique se o tipo de parafuso ou porca é o correto.
Limpe e inspecione as roscas das porcas e parafusos antes da montagem. As roscas devem estar livres de corrosão ou rebarbas, nunca utilize lubrificante. Em caso de corrosão ou roscas espanadas, substitua o parafuso ou porca imediatamente.
Inspecione o cubo da roda e as panelas do veículo, certifique-se que estão limpos, sem ferrugem, tinta, rebarba ou qualquer outro detrito que possa impedir a perfeita união entre as superfícies.

Se necessário, utilize uma escova de aço ou lixa fina, para remover a ferrugem ou outros detritos.

Para uma centralização perfeita da roda no veículo, deve ser utilizado o anel correto, segue abaixo uma tabela com os principais anéis utilizados.

Veículo

Cor do AnelDiâmetro Interno
AUDILARANJA57,1
CITROËNBRANCO65,1
FIATAMARELO58,1
FORDVERDE63,4
GMAZUL56,6
HONDA (4X100)VERMELHO56,1
OMEGABRANCO65,1
PEUGEOTBRANCO65,1
RENAULTMARROM60,1
TOYOTA (4X100)
TOYOTA (5X114,3)
PRETO
MARROM
54,2
60,1
VWLARANJA57,1
                                              tabela 02                                                                                                                                            
Para assegurar uma fixação correta da roda no veículo, siga as instruções abaixo:

Sempre segure a roda enquanto é feito o ajuste dos parafusos e porcas, nunca deixe a roda apoiada sobre um parafuso enquanto se faz o ajuste dos demais.

Para assegurar uma pressão uniforme e bom alinhamento, o aperto dos parafusos ou porcas deve ser em sequência de estrela ou em forma de cruz, conforme ilustração abaixo.

fig. 07
Atenção:
Pressão demasiada na fixação dos parafusos ou porcas, pode causar deformações na roda, fratura dos parafusos, espanamento das roscas, empenamento do disco e trepidações ao frear o veículo.
Nunca utilize parafuso ou porca a menos que o especificado, se a roda tiver 5 furos, use os 5 parafusos ou porcas.
Pick-ups médias e grandes não utilizam anéis.
Nunca utilize pistola de ar comprimido para apertar os parafusos.
Utilize sempre o torque correto ao apertar os parafusos e porcas, verifique o manual do veículo, ou tabela de especificação de torque (tabela 01)
Antes de baixar o veículo, o instalador deve verificar se as rodas giram livremente sem contato com os componentes da suspensão ou lataria, o veículo deve ser esterçado para os dois lados sem que a roda e o pneu toquem em nada.

Balanceamento de Rodas
Para reduzir o desgaste do pneu, barulho na estrada, vibrações, etc..., é aconselhável que as rodas sejam balanceadas pelo processo dinâmico e estático.
Processo Estático: Corrige desigualdades nas massas ao redor do eixo,que geram vibrações verticais, as rodas tendem a saltitar, e o volante a vibrar verticalmente.
Dinâmico: Corrige desigualdades nas massas ao longo do eixo, que provocam oscilações laterais, fenômeno conhecido como “Shimmy”, o volante oscila para os lados. 
Caso haja dificuldade no balanceamento, verifique se a montagem está correta, e o anel centralizador é o adequado para o veículo.
Para alguns problemas de balanceamento, sugere-se esvaziar o pneu, girar o aro, ou pneu em aproximadamente 180º, calibrar novamente o pneu e re-balancear o conjunto.


Atenção: 

Ao contrário do que muitos pensam, vibrações nos veículos não são causados exclusivamente por problemas de balanceamento, segue abaixo uma pequena lista de problemas comuns que podem causar vibrações nos veículos.

  1. Discos ou tambores de freios deformados;
  2. Homocinéticas com folga;
  3. Amortecedores com defeito;
  4. Deformações nas rodas causados por impactos em buracos, ou guias (lateralmente);
  5. Uso de anel centralizador não adequado;
  6. Veículo parado na mesma posição durante muito tempo (flat-spot);
  7. Desequilíbrios ou deformações causados por freadas bruscas, onde ocorreu travamento das rodas;
  8. Reparos nos pneus onde foi utilizada prensa inadequada.

Manutenção
As rodas esportivas são fabricadas com um alto nível de qualidade. Entretanto, a ausência de manutenção, ou produtos químicos e materiais corrosivos, utilizados por alguns lava rápidos, podem danificar a superfície ou tornar o acabamento opaco.
Para manter o acabamento inalterado, sugerimos:

a) Utilizar detergentes neutros para lavar;
b) Não utilizar ceras abrasivas sobre a superfície das rodas, sejam elas pintadas, diamantadas ou cromadas;
c) Nunca utilizar palha de aço.


Vantagens das Rodas de Alumínio

As rodas de liga leve surgiram devido à necessidade de redução do peso dos veículos, as primeiras rodas de liga leve eram confeccionadas em liga de magnésio.
No começo da década de 70, as rodas passaram a ser fabricadas com liga Alumínio/Silício, uma liga com propriedades mecânicas superiores e com menor peso que a liga de magnésio.

As principais vantagens das rodas de liga leve em relação às rodas de aço são:

  • Redução de peso;
  • Menor consumo de combustível;
  • Menor desgaste do sistema de freio;
  • Menor desgaste do sistema de suspensão;
  • Melhor absorção de impactos;
  • Maior dispersão do calor no sistema de freio.

Conjunto Roda + Pneu
Antes de substituir o conjunto roda/pneu é preciso algumas precauções:

  • O índice de carga nunca deve ser menor que o original ;
  • O código de velocidade nunca deve ser inferior ao original;
  • É possível converter o conjunto roda/pneu uma vez que o diâmetro externo seja mantido ou sofra uma variação de até -3% ou +2%.
  • Esse tipo de alteração compreende um aumento do diâmetro do aro e uma redução da altura do pneu.
  • O conceito "+1 / +2" é bastante utilizado para conversão de medidas entre aros (com +1 ou +2 polegadas) obtendo uma melhora significativa da performance dos pneus.
  • Para o aumento de 1” no aro devemos reduzir 10 na altura do flanco, e aumentar 10mm na largura da seção. 
  • exemplo: Pneu 175/70 R13, eqüivale a 185/60 R14
  • Para o aumento de 2” no aro devemos reduzir 20 na altura do flanco, e aumentar 20mm na largura da seção.
  • exemplo: Pneu 175/70 R13, eqüivale a 195/50 R15
Cálculo do diâmetro externo do pneu: 

Pneu 155/80 R13:
Largura da seção = 155mm
Altura de Flanco = 155mm x 0,8 = 124mm
Diâmetro do Aro = 13 x 25,4 = 330mm

Diâmetro externo = Diâmetro do aro + 2 x altura do flanco
                         = 330mm + 2 x 124mm
Diâmetro externo = 578mm


Tabela de equivalência símbolo x Velocidade máxima (km/h)
R
S
T
U
H
V
W
Y
170
180
190
200
210
240
270
300


                                                tabela 03



Veja alguns espaçadores:




espaçadores de rodas






Abaixo um pdf bem interessante feito pela Mangels:


Características Técnicas de Rodas

Tabela de furação das rodas




VEÍCULO
FURAÇÃO
-
Furos X Diâmetro
ALFA ROMEO

33 / 75
4×098
75 (2.5, 3.0 V6, 1.8 turbo, Twin Spark)
5×098
145 / 146 / 155 (>94)
4×098
155 (05/95>)
4×098
156
5×098
164
4×098
164 (2.0 turbo, TD, 3.0)
5×098
166
5×108
GTV / Spider
5×98
AUDI

80 / 90 / 100
4×108
100 (90>)
5×112
A3
5×100
A4 / A6 / A8 / V8 / S2 / S4 / RS4 / S6
5×112
TT
5×100
BMW

323
5×120
325/328i
5×120
525i
5×120
BMM3
5×120
BMM5
5×120
BMZ3
5×120
X5
5×120
Z3
5×120
Mini
4×100
BUICK

Skylark 89 >
5×100
Regal 87 > 94
5×115
Century 86 >
5×115
Riviera 89 >
5×115
Park Ave 89 >
5×115
Park Ave 89 >
5×115
CADILLAC

ALANTE 87>94
5×115
DE VILLE 89>
5×115
ELDORADO 89>
5×115
SEVILLE 89>
5×115
CHEVROLET/GM/OPEL

ASTRA
4×100
ASTRA COUPÉ TURBO
4×100
ASTRA SPORT 2002
4×100
CAPTIVA
4×114
CALIBRA
4×100
CELTA
4×100
CHEVETTE
4×100
CORSA
4×100
IPANEMA
4×100
KADETT
4×100
MERIVA
4×100
MONTANA
4×100
MONZA
4×100
TIGRA / TIGRA OPEL
4×100
VECTRA
4×100
ASTRA GLS
5×110
ASTRA GSi
5×110
CALIBRA OPEL
5×110
OMEGA
5×110
SUPREMA
5×110
VECTRA CD
5×110
ZAFIRA
5×110
OPALA
5×114.3
BLAZER 97+
5×120.65
CAMARO 82-93
5×120.65
S10 2.4 MPFi STD
5×120.65
S10 97+
5×120.65
ASTRO
5×127
CAPRICE 91-98
5×127
GEO TRACKER 89+
5×139.7
BLAZER 97-
6×139.7
C1500 4WD 88+
6×139.7
S-10 97-
6×139.7
SILVERADO
6×139.7
SUBURBAN C1500 4WD 88+
6×139.7
BERETTA 89 > / CAVALIER 89 >
5×100
CELEBRITY 86>89 / LUMINA 89>93
5×115
CORVETTE 93 > / CAMARO 93 >
5×120.6
CHRYSLER

NEON
5×100
PT CRUISER
5×100
STRATUS
5×100
CARAVAN
5×114.3
GRAND CHEROKEE < 99
5×114.3
GRAND CHEROKEE 99 >
5×127
JEEP CHEROKEE < 99
5×114.3
JEEP CHEROKEE 99 >
5×127
VOYAGER
5×114.3
WRANGLER
5×114.3
NEW CHEROKEE
5×127
DURANGO
6×114.3
CITROËN

AX
3×098
BERLINGO
4×108
BX
4×108
C3
4×108
C5
4×108
PICASSO
4×108
SAXO
4×108
XANTIA
4×108
XSARA
4×108
ZX
4×108
DAEWOO

ESPERO
4×100
LANOS
4×100
NEXIA
4×100
NUBIRA
4×100
LEGANZA
5×114.3
MATIZ
4×114.3
DAIHATSU

APPLAUSE
4×100
CHARADE
4×100
GRAN MOVE
4×100
SIRION
4×100
YRV
4×100
FEROZA TYPE F120/F300
5×139.7
FREEDIMBER
5×139.7
ROCKY
5×139.7
DODGE

DAKOTA 2WD/4WD 90
5×114.3
B-150
5×139.7
B-100
5×139.7
D-150
5×139.7
RAM 1500/2500 TYPE 2WD/4WD 94+
5×139.7
RAM CHARGER 2WD/4WD 93-
5×139.7
W-150 85-93
5×139.7
DAKOTA 4-6cc
6×114.3
DURANGO 97+
6×114.3
STRATUS 95 > / SHADOW 94 > / DAYTONA 94 >
5×100
AVENGER 95 > / STEALTH 91 >
5×114.3
FIAT

BRAVA
4×098
COUPÉ
4×098
CROMA
4×098
DOBLÔ
4×098
ELBA
4×098
FIAT COUPÉ
4×098
FIORINO
4×098
MAREA
4×098
MAREA HLX 2.4 20V
4×098
MAREA WEEKEND
4×098
MILLE FIRE
4×098
MULTIPLA
4×098
PALIO
4×098
PALIO WEEKEND
4×098
PALIO WK 1.0
4×098
PRÊMIO
4×098
PUNTO
4×100
SIENA
4×098
SIENA 1.0
4×098
SIENA FIRE
4×098
STILO
4×098
STRADA
4×098
TEMPRA
4×098
TEMPRA SW
4×098
TIPO
4×098
UNO
4×098
FORD

FUSION
5×114.3
COUGAR
4×108
COURIER
4×108
ECO SPORT
4×108
ESCORT
4×108
FIESTA
4×108
FOCUS
4×108
FOCUS SEDAN
4×108
KA
4×108
MONDEO 1.8 16V
4×108
PUMA
4×108
SIERRA
4×108
VERONA
4×108
MONDEO
5×108
TAURUS
5×108
THUNDERBIRD
5×108
EXPLORER 2WD 91+
5×114.3
EXPLORER 4WD 96+
5×114.3
MUSTANG
5×114.3
PROBE
5×114.3
RANGER
5×114.3
RANGER 2.3 XL
5×114.3
EXPEDITION 97+
5×135
F-150 97+
5×135
BRONCO 96-
5×139.7
F100
5×139.7
F1000
5×139.7
F150
5×139.7
F250
8×170
GALAXIE / LANDAU / LTD
5×139.7
MAVERICK
5×114.3
HONDA

NEW CIVIC
5×114.3
CIVIC
4×100
FIT
4×100
LOGO
4×100
ACCORD
5×114.3
PRELUDE
5×114.3
CR-V
5×114.3
HR-V
5×114.3
INTEGRA
5×114.3
ODYSSEY
5×114.3
STREAM
5×114.3
HYUNDAI

ACCENT
4×100
ATOS
4×100
ACCENT 99+
4×114.3
COUPE
4×114.3
LANTRA
4×114.3
SCOUPE
4×114.3
SONATA
4×114.3
H100
5×114.3
GALLOPPER
6×139.7
TUCSON
5×114.3
SANTA FÉ
5×114.3
VERA CRUZ
5×114.3
INFINITI

QX4 97+
6×139.7
JAGUAR

XJ6
5×120
XK8
5×120
KIA

SHUMA
4×100
CLARUS
4×114.3
LAND ROVER

DISCOVERY
5×165.1
FREELANDER
5×114.3
MAZDA

XEDOS-6
5×114.3
AZ off-road
5×139.7
LEVANTE
5×139.7
MERCEDES BENZ

C 180
5×112
C 230
5×112
C 280
5×112
CLASSE A
5×112
CLK 320
5×112
CLK 430
5×112
E 320
5×112
E 430
5×112
ML 430
5×112
SLK 230
5×112
SPRINTER
5×130
MITSUBISHI

AIRTREK
5×114.3
CARISMA
4×100
COLT
4×100
ECLIPSE
5×114.3
LANCER
4×100
LANCER EVOLUTION IX MR
5×114.3
GALANT
4×114.3
GRANDIS
5×114.3
3000 GT TURBO
5×114.3
L200 GL
5×114.3
L200 GLS
6×139.7
MONTERO
6×139.7
OUTLANDER
5×114.3
PAJERO FULL
6×139.7
PAJERO SPORT
6×139.7
NISSAN

SENTRA
4×114.3
TIIDA
4×114.3
PRIMERA
4×114.3
MAXIMA
5×114.3
FRONTIER
6×139.7
PANTHFINDER
6×139.7
XTERRA
6×139.7
PEUGEOT

106
4×108
205
4×108
206
4×108
306
4×108
307
4×108
406
4×108
RANGE

ROVER
5×120
REUNAULT

CLIO
4×100
ESPACE V6
4×108
KANGOO
4×100
LAGUNA
4×100
LAGUNA V6
4×108
LAGUNA / LAGUNA V6 ano 97
5×108
MEGANE
4×100
MEGANE SCENIC
4×100
NEVADA
4×100
PARTINER
4×100
R19
4×100
SAFRANE
5×108
TWINGO
4×100
SEAT

CORDOBA
4×100
IBIZA
4×100
SUBARU

FORESTER
5×100
IMPREZA
5×100
LEGACY
5×100
SUZUKI

BALENO
4×100
SWIFT
4×114.3
SAMURAI
5×139.7
GRAND VITARA
5×139.7
VITARA
5×139.7
TOYOTA

CARIB
4×100
CARINA
4×100
COROLLA
4×100
PASSEO
4×100
STARLET
4×100
YARIS
4×100
CORONA
5×100
CAMRY
5×114.3
HILUX 2WD
5×114.3
RAV4
5×114.3
4-RUNNER
6×139.7
BANDEIRANTE
6×139.7
HILUX 4WD
6×139.7
LANDCRUIRES
6×139.7
T-100
6×139.7
VOLKSWAGEN

JETTA
5×112
APOLLO
4×108
GOL
4×100
GOL TURBO GIII
4×100
GOLF ANTIGO
4×100
PASSAT
4×100
PASSAT ALEMÃO 98-
4×100
POLO
4×100
POLO NOVO
5×100
QUANTUM
4×100
SANTANA
4×100
SAVEIRO
4×100
VOYAGE
4×100
LOGUS
4×108
POINTER
4×108
FUSCA
4×130
BEETLE
5×100
BORA 2.2
5×100
FOX
5×100
GOLF IV
5×100
GOLF TURBO 2003
5×100
POLO NEXT
5×100
POLO NOVO
5×100
KOMBI
5×112
PASSAT ALEMÃO 98+
5×112
VOLVO

S40
4×114.3
C70
5×108
S70
5×108
V70
5×108
WILLIMS

JEEP
5×139.7



Fontes de pesquisa: