sexta-feira, 8 de março de 2013

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 2013

Mulheres que marcaram a história do automobilismo


Hellé Nice


Nos anos 30 a primeira mulher a disputar competições de alto nível foi a francesa Hellé Nice. Ela era uma das grandes estrelas da época e chegou até a competir no Brasil. Foi  no GP de São Paulo de 1936 que ela sofreu o acidente que marcou sua carreira. Correndo em segundo lugar, a francesa tentou desviar de um espectador que atravessava a pista e perdeu o controle, indo contra a multidão a cerca de 160 km/h. Quatro pessoas morreram e outras trinta ficaram feridas, mas Hellé Nice sobreviveu de maneira milagrosa. O acidente transformou a piloto numa celebridade nacional e tornou moda na época nomear meninas recém-nascidas de Helenice ou Elenice.

Lella Lombardi

Em toda a história da Fórmula 1, apenas cinco mulheres já tentaram a sorte na categoria A primeira delas foi a italiana Maria Teresa de Filippis, que chegou a conquistar um décimo lugar no GP da Bélgica de 1958. Depois dela, vieram também as italianas Lella Lombardi e Giovanna Amati, a inglesa Divina Galica e a sul-africana Desiré Wilson. Lombardi disputou 12 GPs e foi a única a marcar pontos na Fórmula 1. Por outro lado, Galica, Wilson e Amati jamais conseguiram se classificar para uma prova da categoria.

A única mulher a pontuar na Fórmula 1, Lella Lombardi, construiu sua carreira inteira sem o apoio da família e conquistou seu melhor resultado no GP da Espanha de 1975, quando terminou em sexto. Como a corrida foi interrompida antes da metade, ela somou apenas meio ponto – e essa foi a única pontuação de uma mulher na Fórmula 1 até hoje. Lombardi se retirou da categoria após 1976, mas ainda conquistou resultados de bastante expressão em corridas de longa distância. Infelizmente, morreu em 1992 em virtude de um câncer, quando tinha apenas 50 anos de idade.

A sul-africana Desiré Wilson venceu uma corrida da Fórmula 1. A prova em questão aconteceu em 1980 e foi a etapa de Brands Hatch da extinta Fórmula Aurora, um campeonato que usava carros antigos e “aposentados” da Fórmula 1. Tecnicamente foi uma corrida de F-1, já que todos os carros já haviam sido usados na categoria, mas é evidente que não contou pontos para o Mundial.

Giovanna Amati

A última mulher a competir na Fórmula 1 foi a italiana Giovanna Amati, em 1992. Ela se inscreveu em três GPs com um carro da equipe Brabham, mas nunca se classificou para a largada. 

O melhor resultado de uma mulher nas 500 Milhas de Indianapolis foi alcançado no ano passado por Danica Patrick, que terminou em terceiro. No total, cinco mulheres já correram a Indy 500. Além de Patrick, as outras são Janet Guthrie, cuja carreira também inclui 33 largadas na Nascar – Lyn St. James, Sarah Fisher e Milka Duno.

Michelle Mouton

Embora nunca tenham feito muito sucesso na Fórmula 1, as mulheres já conseguiram resultados muito expressivos no mundo dos rallies. A francesa Michelle Mouton foi uma das estrelas do Mundial de Rally no início dos anos 80. Ela conquistou quatro vitórias na carreira, incluindo uma no Rally do Brasil de 1982, segunda e última vez na qual o país esteve no calendário da categoria e foi vice-campeã mundial no mesmo ano. Já a alemã Jutta Kleinschmidt foi a grande vencedora do temido Rally Dacar em 2001, na categoria carros. O detalhe é que ela tinha ao seu lado uma mulher, Andrea Schulz, como co-piloto.






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