segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

EM MANUTENÇÃO


BOM DIA AMIGOS DO BATE-PAPO, INFELIZMENTE O BLOG FOI INVADIDO POR "ALGUEM " QUE  AO INVÉS DE UTILIZAR O SEU TEMPO EM FAZER ALGUMA COISA ÚTIL, RESOLVEU ALTERAR VÁRIAS DAS PUBLICAÇÕES DO BLOG, UTILIZANDO XINGAMENTOS E ALTERANDO OS TEXTOS DE ALGUMAS POSTAGENS.

ESTOU VERIFICANDO E FAZENDO AS DEVIDAS ALTERAÇÕES, CASO ALGUM DOS AMIGOS TENHAM LIDO ALGUMA POSTAGEM QUE ESTAVA ALTERADA PEÇO QUE DESCULPEM !!!

EM BREVE ESTAREMOS DE VOLTA !

AGRADEÇO A COMPREENSÃO DE VOCES, UM GRANDE ABRAÇO !


sábado, 19 de janeiro de 2013

20/01 Dia Nacional do Fusca




Uma data tão significativa para a grande maioria do povo brasileiro, não poderia passar em branco, o Bate-Papo deixa aqui um grande abraço a todos os proprietários e amantes do FUSCA !!!  Parabéns a esse carro tão especial !!!!




O Dia Nacional do Fusca (20/1) foi instituído em 1989 pelo presidente do Sedan Clube, Alexander Gromow.
O primeiro Fusca completamente brasileiro saiu da linha de montagem da Anchieta em 3/1/1959 e, somente no Brasil, foram produzidos mais de 3 milhões de unidades.
Os primeiros esboços do modelo foram realizados década de 30, na Alemanha. Estima-se que em toda a sua história, mais de 21 milhões de unidades foram fabricadas. 

O Volkswagen Sedan ou Fusca, apelido recebido no Brasil, ganhou da imprensa internacional o título de “Carro do Século”.
Seus entusiastas reúnem-se a cada ano em diversas cidades do país para fazer encontros com o intuito de trocar ideias, apresentarem seus fuscas (e derivados) e, principalmente, prestarem uma homenagem a esse “carro design” criado por Ferdinand Porsche sob o respaldo de Adolf Hitler, que desejava um carro que fosse desenvolvido para as famílias alemãs, ou um “carro popular”, conforme o significado literal proveniente da união das palavras”volks” e “wagen”.  




















sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

As primeiras montadoras no Brasil



Uma fachada preservada, uma parede solitária num terreno vazio, ruas com nomes de antigas montadoras. São Paulo é o berço do carro nacional e parte dessa história ainda está presente na paisagem urbana. Nem todos os antigos galpões e fábricas resistiram à ação do tempo e do mercado imobiliário, mas há prédios praticamente iguais aos tempos em que os automóveis chegavam ao Brasil desmontados, em caixotes, para serem construídos. Dirigir por ruas de São Paulo e da região do ABC é a chance de chegar mais perto dos primórdios da nossa indústria automotiva.


Nosso ponto de partida coincide com um dos primeiros locais onde se montaram carros no Brasil, quase 90 anos atrás. Em 1921, a Ford construiu um prédio na rua Sólon, no Bom Retiro, para abrigar sua primeira linha de montagem, dois anos depois de inaugurá-la na rua Florêncio de Abreu, no centro. Ali, nos arredores da Estação da Luz, os Modelo T dominavam as ruas hoje tomadas pelas confecções e lojas de roupas. O prédio não escapou da ação de pichadores, mas mantém sua fachada original de tijolos aparentes. Nos fins de semana, a tranquilidade do local ajuda quem quiser imaginar o vaivém dos calhambeques ou simplesmente contemplar a charmosa construção. 
Na década de 20, os Ford Modelo T eram fabricados e exibidos na rua Sólon
 Deixando o Bom Retiro para trás, o destino é o Ipiranga. O mesmo bairro que simboliza a independência do Brasil também foi endereço das primeiras montadoras estabelecidas no país. Quatro marcas pioneiras da indústria automotiva se instalaram nos grandes terrenos e galpões do bairro. E nada melhor que começar pela fábrica de onde saiu aquele que é considerado o primeiro carro produzido no Brasil. A Vemag, a princípio uma importadora de modelos Studebaker, fabricou nesse local a perua DKW Universal, em 1956, e depois outros modelos sob licença da antiga marca alemã.

Parte do complexo hoje é ocupado pelo Central Plaza Shopping, que em 2010 passou a ser vizinho da estação Tamanduateí de metrô. “O shopping foi construído no lugar da antiga linha de montagem. O refeitório e o centro médico também não existem mais”, diz o jornalista Flavio Gomes, entusiasta e colecionador de DKW. O único prédio que resiste ao tempo abrigava a sede administrativa da Vemag. Suas janelas foram fechadas para afastar curiosos como o próprio Gomes, que chegou a entrar no local para coletar pedaços da antiga fábrica e guardar como recordação. Em 2006, ele procurou os atuais donos do terreno para sugerir uma restauração parcial da fachada, mas as conversas não prosseguiram. Hoje, a referência mais direta ao passado é o endereço: rua Vemag.
Da linha da Vemag no Ipiranga saiu a pioneira perua DKW Universal
O antigo prédio administrativo da Vemag é o único de pé
Movimento migratório

Dirigindo por mais alguns minutos, chega-se ao primeiro endereço da General Motors no Brasil, também situado no Ipiranga. Em 1925, a marca americana começou a montar carros em um galpão na avenida Presidente Wilson, ao ritmo inicial de 40 unidades por dia. Em dois anos, a linha cresceu e passou a contar com 800 funcionários. Em busca de mais espaço, a GM migrou para São Caetano do Sul em 1930, mas grande parte da antiga estrutura foi preservada.

Por trás dos portões que cercam a propriedade, é possível ver que os galpões permanecem de pé, bem como a casa que abrigava a sede da Companhia Geral de Motores S.A. “Chegamos aqui na década de 90 e o local já estava reformado. A restauração preservou as características originais do prédio”, diz Marisa Martinez, gerente de marketing da Alfatest, empresa de autopeças e reparação automotiva que hoje ocupa o imóvel. 
Primeira sede da GM no Brasil, instalada em 1925
O galpão no Ipiranga ainda preserva a fachada da primeira sede da GM no Brasil, instalada em 1925
De volta à avenida do Estado, o viaduto Pacheco Chaves leva à antiga fábrica da Ford. Com o sucesso dos modelos T e A, a montadora recebeu autorização da matriz para erguer uma unidade ainda maior que a do Bom Retiro. Das dependências da avenida Henry Ford saíram modelos que, com algum esforço, ainda hoje são vistos por aí, como Galaxie 500 e a picape F-100, ambos equipados com motores V8.

O complexo parou sua produção em 2000, depois de enfrentar vizinhos incomodados com o barulho e a transformação de tantas indústrias do bairro em novos empreendimentos. Parte da fábrica da Ford foi abaixo e vai dar lugar a um shopping center. Nos poucos prédios remanescentes, vestígios do passado insistem em se fazer presentes, como o logotipo oval azul que a tinta branca não consegue apagar por completo. 
No bairro do Ipiranga, a Ford produzia tratores e modelos com Galaxie e F-100
O prédio em breve vai dar lugar a um novo shopping center
Viagem sem volta

Nem todas as antigas fábricas, porém, permaneceram de pé. Ao chegar ao Brasil, em 1953, a Volkswagen alugou um armazém na rua Manifesto para começar a montar os modelos Sedan e Kombi. O antigo imóvel de fachada branca, que no início tinha apenas 12 funcionários, foi demolido e deu lugar a um atacadista de alimentos. Em 1959, a Volks foi para o complexo da rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo, último destino do nosso roteiro.
Armazém alugado na rua do Manifesto
Deu lugar a um atacadista de alimentos
Complexo da rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo
Da fábrica instalada na área vizinha à montadora alemã, saíram carros de três marcas diferentes, entre as décadas de 40 e 80. A primeira a ocupar o local foi a Varam Motores S.A., que montou veículos da americana Nash. Pouco tempo depois, chegou a vez da francesa Simca, famosa pelos sedãs Chambord e Esplanada. Mais de 50 000 unidades saíram da linha de montagem até 1965, quando a Chrysler adquiriu o controle acionário da marca na França e assumiu suas atividades por aqui.

A produção de Simca durou até 1969 e foi substituída pela fabricação de modelos Dodge. Foi assim até 1981, quando a Volks assumiu o controle definitivo da unidade e deu início à produção de caminhões. Essa linha foi encerrada em 1990 e a antiga fábrica foi demolida. Desde 2006, o local abriga um centro de distribuição das Casas Bahia. Mesmo sem vestígios concretos, lugares assim sempre vão guardar a memória das primeiras fábricas de carros no Brasil.

A Simca produzia seus sedãs no local que hoje abriga um depósito das Casas Bahia
A Simca produzia seus sedãs no local que hoje abriga um depósito das Casas Bahia
EXTINÇÃO

No ABC, um prédio pode entrar nessa galeria de fábricas desativadas. A matriz da Karmann faliu e encerrou suas atividades na Alemanha. O futuro da filial brasileira, que montou o esportivo VW Karmann-Ghia e o jipe Land Rover Defender, ainda é incerto.
Filial brasileira da Karmann Ghia no ABC
 FÁBRICA 100% NACIONAL

A cidade de Rio Claro (SP) também faz parte dessa história. Como outros exemplos de fábricas desativadas, porém, as lembranças concretas do passado estão desaparecendo. A cidade abrigava desde setembro de 1969 a linha da Gurgel Motores. De lá saíram os utilitários Xavante e Carajás e o BR-800, compacto 100% nacional, entre outros. O sonho de João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, que morreu em janeiro, terminou em 1993, com o pedido de concordata que culminou na falência da empresa, em 1994. O terreno foi vendido por 16 milhões de reais e será ocupado por um condomínio de luxo.





Fonte:
Quatro Rodas Digital