sábado, 2 de julho de 2011

Morre hoje o ex-presidente Itamar Franco

Hoje pela manha ouvi a notícia do falecimento do ex-presidente Itamar Franco, e  não poderia dexar de regisatrar aqui a minha homenagem a ele que, enquanto presidente, nos devolveu o Fusca no ano de 1993. Meus sinceros sentimentos.







" O ex-presidente Itamar Franco, de 81 anos, morreu na manhã deste sábado, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele foi hospitalizado em 21 de maio, quando os médicos diagnosticaram uma leucemia.
Em nota, o hospital Albert Einstein informou a morte de Itamar após um acidente vascular cerebral. Ele estava na UTI e respirava por meio de aparelhos  A presidente Dilma Rousseff decretou luto oficial de sete dias, e anunciou que vai a Belo Horizonte na segunda-feira para as últimas homenagens ao ex-presidente. O corpo de Itamar segue no domingo para Juiz de Fora e será cremado na segunda-feira em Belo Horizonte, depois de velado no Palácio da Liberdade. O suplente Zezé Perrela (PDT) assumirá a vaga no Senado..."

Veja também:

http://www.maxicar.com.br/old/gromow/9467225colunista_gromow_0711.asp


http://www.fuscabrasil.net/Gromow-Itamar/Depoimento.htm


fonte:

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/morre-o-ex-presidente-itamar-franco-em-sao-paulo

terça-feira, 31 de maio de 2011

SIMCA - Conheça a sua história




Tudo começou com Ernest Loste, um famoso corredor de bicicletas, que decidiu abrir em Paris, no ano de 1907, uma concessionária para ser distribuidor exclusivo da Fiat italiana.
Em 1922, Enrico Teodoro Pigozzi ( que mais tarde passou a ser conhecido por Henry Theodore Pigozzi), um jovem empresário italiano do ramo automobilístico, conhece o “grande” Giovanni Agnelli, nada menos que o fundador da Fiat, e começa a trabalhar com ele.
Enrico Pigozzi

Giovanni Agnelli
Enquanto isso, a concessionária de Loste evolui muito e as vendas prosperam, principalmente após a 1° Guerra Mundial. Então, em 1926, a empresa matriz na Itália resolve intervir e cria a SAFAF ( Société Anonyme Française dês Automobiles Fiat ) como filial francesa do grupo. Loste é nomeado presidente, mas com participação minoritária na sociedade e por indicação de Agnelli, assume como diretor geral o Pigozzi, na época com 28 anos de idade.
Em 1928, a SAFAF começou a montar automóveis em Suresnes, próximo a Paris e no final de 1934, é feito a compra da fábrica da antiga Donnet-Zédel, fabricante de automóveis com motores a dois tempos, na cidade de Nanterre. Em novembro desse mesmo ano, Pigozzi adota o nome SIMCA ( Société Industrielle de Mécanique et de Carrosserie Automobile) e começa a produzir sob licença da Fiat.
Em 1936, dos 204.000 veículos produzidos na França, 3,6% tinham a marca SIMCA.
O primeiro modelo produzido foi o Simca 5, cópia do Fiat 500 Topolino. No ano seguinte é lançado o Simca 8, baseado no Fiat 508 C/1100; 4 cilindros em linha, de 1098cc e 32cv (velocidade = 110Km/h).
Ao final de 5 anos, a Simca havia produzido em torno de 70.000 veículos e a sua situação financeira era próspera.
Em 1946, Pigozzi elaborou os primeiros projetos de veículos Simca originais, mas proseguiu com a colaboração da Fiat até 1949, época do lançamento do Simca 6, versão francesa da Fiat Topolino C.
Paralelamente, a produção do Simca 8 aumenta e são criadas 5 versões: berlina, cupê, perua, furgão e camioneta. Em relação ao modelo original italiano, o Simca 8 sofreu algumas modificações: aumentou para 1200cc e 40cv . Em 1950 lançou uma versão esporte para esse modelo com 52cv.
Simca 5
motor do Simca 5
corte transversal do Simca 5

Simca 8 cupê

Simca 8 Berline

Simca 8

Simca 6


Finalmente, em 1951, fica pronto o 1° Simca inteiramente Frances, dando início a autonomia da fábrica de Nanterre também no setor de projetos.
O novo veículo foi batizado de Simca 9 ou Aronde, como ficou conhecido. Motor 4 cilindros, 1221 cc, 45cv, carroceria monobloco, 4 portas, com linhas modernas e elegantes; chegava a 130Km/h com segurança.
Nesse mesmo ano, Pigozzi adquiri duas instalações a da fábrica de caminhões Unic e a da fábrica de tratores Semeca.
No ano de 1952, o êxito do Aronde levou a fábrica a suspender a produção dos outros modelos e concentrar todo o seu potencial na sua construção.
Em 1954, Pigozzi compra a fábrica da Ford France, em Poissy, onde se construíam dois modelos de características americanas, o Vedette e o Comete, ambos com motor V8 de 2,2 e 2,3 litros.
Foi mantida apenas a fabricação do Vedette, que de 1955 a 1961 foi comercializado com a marca Simca.
Em 1956, a fabricação do Vedette atingiu níveis elevados, vindo depois a cair acentuadamente, o que levou a Simca a abandonar o modelo em 1961.
Em 1957, a empresa lançou o modelo Ariane, que combinava a carroceria do Vedette com o motor do Aronde.
Esse novo modelo, Ariane, fez tanto sucesso que atraiu a atenção da Chrysler. De início, consegue a compra de 15% das ações e começa a construção do Ariane, sob licença da Chrysler, adaptado para o povo australiano.
Em 1963, é lançado o Simca 1000.
No ano seguinte, Pigozzi morre e Georges Hereil assume o seu lugar.
Em 1968 é lançado o Simca 1100.

corte transversal do Simca Aronde
Simca Vedette
Simca Vedette
Simca Vedette
Simca Vedette

Simca Aronde
Simca Vedette



Simca Ariane
Simca 1000

Simca 1100
Em 1970, a Chrysler com 99,3% das ações, assume o controle da Simca que passa para a denominação de Chrysler France e depois Pentastar Chrysler.


A Simca no Brasil

Em 05 de maio de 1958, é fundada a Simca do Brasil, fábrica brasileira de automóveis em São Bernardo do Campo – São Paulo.
Em março de 1959, a empresa lança o modelo Chambord, derivado do Vedette mas com algumas modificações. Suas linhas lembravam o estilo americano, a carroceria era de aço com chassi integrado ( semelhante à utilizada na estrutura monobloco), 4,75 m de comprimento, 4 portas e 6 lugares.O motor era V8 de 2351cc, 88cv, 4800 rpm. Câmbio de 3 marchas ( 2.1 e 3.1 sincronizadas) acionadas por alavanca na coluna do volante. Sua velocidade chegava a 135 km/h e o seu consumo médio era de 8,5 km/l. Era considerado o carro mais luxuoso do mercado brasileiro.
Porém apresentava alguns problemas, tendência ao superaquecimento, embreagem fraca e falta de torque, especialmente em baixas rotações.
Fábrica da SIMCA no Brasil

Simca Chambord

Simca Chambord

O Simca Chambord tambem fez sucesso na série Vigilante Rodoviário exibida pela TV na época, com o Inspetor Carlos e seu fiel amigo Lobo.

Inspetor Carlos e seu Simca Chambord
Em 1961, após o lançamento de uma versão especial, denominada Presidence, o carro sofreu várias transformações: recebeu um motor de 90 cv e, para maior aproveitamento da potência, houve redução das engrenagens do diferencial.
Os bancos foram remodelados de maneira a oferecer maior conforto e aumentar o espaço interno.
Novas laterais deram maior horizontalidade às linhas elegantes do carro.
Além disso, o aspecto luxuoso do carro era enfatizado pelos requintados comandos instalados no painel, como uma luz verde que indicava quando o tanque de gasolina encontrava-se na reserva (faixa de aproximadamente cinco litros), um odômetro parcial que podia retornar a zero e uma luz vermelha para indicar que o freio de mão estava acionado.
Um único interruptor-comutador de luzes, localizado na coluna do volante, comandava todas as luzes do carro, exceção feita aos faróis de neblina. Em meados de 1962 a Simca lançou uma versão esportiva do Chambord, denominada Rally.
Equipava o carro o mesmo V-8 dos demais modelos Simca, mas com cilindrada aumentada para 2 432 cc (a potência elevou-se para 100 cv a 4 800 rpm). Embora apresentasse um interior mais esportivo, externamente o carro sofrera apenas o acréscimo de duas entradas de ar no capô (para melhor ventilação) e alguns detalhes cromados.

No Salão do Automóvel, realizado em São Paulo em novembro de 1962, a empresa apresentou sua linha de veículos modificada e introduziu um novo modelo: a perua Jangada, derivada do Chambord e da perua francesa Marly.
A Simca anunciava a Jangada como a primeira perua de grandes dimensões do mercado brasileiro, numa faixa ainda inexplorada (existiam então apenas a Kombi e a Vemaguet).
Oferecia o mesmo desempenho e conforto do Chambord (por ser mais pesada, sua aceleração e velocidade eram menores: gastava 21 segundos para atingir os 100 km/h, partindo de zero).
Sua lotação normal era para seis passageiros, mas podia transportar mais dois, em condições relativamente precárias.
Para isso, levantava-se a tampa que cobria o estepe, e, após a retirada do pneu, havia espaço para dois banquinhos.
Os bancos traseiros podiam ser rebaixados, formando uma ampla plataforma de carga, onde cabiam 1 800 litros de bagagem.
Os demais Simca receberam a 1.1 marcha sincronizada e sofreram aumento de potência (Chambord, 95 cv; Presidence, 105 cv; Jangada, 98 cv).

interior do Simca Presidence

Simca Presidence
Simca Rally

Simca Jangada

Acompanhando a tendência das fábricas brasileiras, a Simca lançou, ainda em 1961, o Alvorada, modelo idêntico ao Chambord, mas despido de luxo e da maioria dos cromados.
Pretendia-se, com esse modelo, oferecer ao consumidor um carro de preço mais acessível e, assim, conquistar uma nova faixa do mercado.
A experiência, porém, não apresentou resultados satisfatórios (como, aliás, ocorreu com tentativas semelhantes realizadas por outras fábricas), e o modelo não permaneceu em linha durante muito tempo.
Em 1964 a empresa lançou a linha Tufão. Com ela, todos os seus veículos sofreram modificações mecânicas e estilísticas, embora mantivessem praticamente todas as características básicas dos Chambord.
Como alteração principal, o teto foi redesenhado em linhas retas, de maneira que a parte traseira tornou-se mais alta, oferecendo maior área para o envidraçamento.
O novo modelo que se caracterizava pela predominância de linhas retas, ganhou novas lanternas e novos frisos.
O espaço interior também sofreu modificações no sentido de apresentar maior conforto e luxo, transformando-se em ponto alto do conjunto os novos bancos.
As mudanças na parte mecânica permitiram que a empresa oferecesse o Tufão em duas versões de motor V-S: uma, de 2 414 cc, relação de compressão 8:1 e potência de 100 cv a 4 800 rpm; outra, de 2 550 cc, relação de compressão 8,5:1 e potência de 112 cv a 5 000 rpm.
Este último motor era equipado com dupla carburação (um carburador abria depois do outro, conforme a necessidade, durante a marcha) .
A linha Tufão contava, entre outros equipamentos, com avanço manual da ignição, localizado no painel (além do automático), que permitia melhor regulagem do motor para diferentes altitudes ou diferentes tipos de gasolina.
A Simca introduziu novos aperfeiçoamentos no Tufão em 1966 .
A novidade mais significativa desse ano, porém, foi o lançamento de um novo motor que seria adotado para toda a linha: o Emi-Sul, um 8 cilindros em V com válvulas na cabeça, câmaras de combustão hemisféricas, cilindrada de 2 410 cc e potência de 130 cv.
Seu ótimo rendimento permitia que os Simca atingissem 160,793 km/h de velocidade máxima.
A aceleração de O a 100 km/h passou a ocorrer em apenas 14,3 segundos.
Seguiu-se a apresentação, no final do ano, de uma nova carroceria, totalmente modificada e de linhas modernizadas.
O novo estilo determinou o abandono da linha tradicional dos Simca, que a fábrica substituiu por dois novos modelos: o Esplanada e o Regente.
O primeiro, um modelo de luxo, possuía cromados e acabamentos diferentes dos utilizados no Regente (este, um modelo mais simples).


Simca Jangada

Simca Tufão

Motor Emi-Sul

Motor Emi-Sul

Simca Esplanada

Simca Regente

Em novembro de 1967 a Simca foi absorvida pela Chrysler, que continuou a produzir o Esplanada e o Regente até 1969.




Fontes de pesquisa:

Forum Automobiles
Site SIMCA
UOL - Bestcars
wikipedia/Simca
History SIMCA

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Hot Rods - a criatividade de jovens americanos dos anos 20

Em 1929, aconteceu nos EUA, a chamada “Grande Depressão”. A economia do país fica comprometida e muitas famílias ficam sem empregos vivendo na pobreza.


Sem ter como se divertir, os jovens percebem que os carros poderiam ser bem mais que um meio de transporte, poderiam servir também como uma fonte de prazer e divertimento. Começaram então, a mexer nos carros que estavam abandonados em ferros-velho.

Para conseguirem maior velocidade eles retiravam para-lamas, capo dianteiro, para-choques e tudo mais que pudessem para deixa-los mais leves e com isso mais velozes. Mas queriam mais, então começaram a entender como funcionavam os motores de 4 cilindros e foram alterando as características até conseguirem mais potencia. Tomando como exemplo, um Ford 1929 saído de fábrica chegava à velocidade final de 72Km/h, e os rapazes com suas alterações, conseguiam fazer com que seus carros atingissem 160Km/h.


Para os testes de velocidade, eles usavam os lagos secos de sal da Califórnia, uma planície ideal para esse tipo de teste.
Em 1932, com a chegada dos motores Ford V8, com um preço bem acessível, a criatividade dos jovens foi às alturas.
Eles começaram a competir entre si para ver quem tinha o carro mais veloz, e muitos quando perdiam uma corrida, compravam o carro do outro, assim deu-se início a clubes e ao comercio de peças e carros hot.







Em 1937 surge a SCTA – Southem Califórnia Timing Association, formada por sete clubes, com a finalidade de regulamentar as corridas.
Mas, os jovens não ficaram só nos lagos secos de sal, e invadiram as ruas, causando graves acidentes e mortes. Isso promove um clima hostil entre eles, a população e a polícia.
Em 1939, começa a 2° Guerra Mundial, com isso os conflitos gerados pelos adeptos do hot fica em segundo plano. Os jovens se alistam e deixam seus carros aos cuidados de seus familiares.
Em 1945, com o término da guerra, os jovens voltam para casa com um pouco de dinheiro e com uma bagagem significativa, haviam aprendido sobre mecânica de automóveis e metalurgia para a manutenção dos veículos utilizados pelos militares.
O desejo de liberdade e a necessidade de extravasar todo o stress da guerra fazem com que eles retomem seus projetos e com eles começam todos os problemas de conflitos com a população, pois qualquer rua era local de um bom “racha”.
Com a intenção de amenizar a situação e apaziguar os ânimos, em janeiro de 1948 é organizada a 1° exposição de Hot Rods, mas sem muito êxito.
Por volta dos anos 50, a pressão da sociedade e da polícia era tanta, que foi necessária a criação de outra associação, a Associação Nacional de Hot Rod – NHRA. Essa associação por intermédio de Wally Parks organiza a 1° corrida oficial de hot rods.
Com essa atitude, os “rachas” começaram a diminuir de forma progressiva, mas o espírito de criatividade e desempenho na construção continuaram.


Wally Parks



Nos dias de hoje, o que começou como uma maneira de conseguir resultados sem dinheiro, se tornou uma forma de gastá-lo.
Cada Hot é um modelo exclusivo, depende da personalidade, da cultura e criatividade de seu proprietário e hoje, para se conseguir tudo isso, são contratados profissionais qualificados e utilizados equipamentos e acessórios exclusivos, o que honera e muito o projeto.